Eu não sei exatamente em que momento tu se alojou de forma tão intensa aqui dentro do meu peito. Chegou, como quem não queria nada, e fez uma morada linda onde eu achava ser um lugar impossível de alguém habitar outra vez.
     Eu me apaixonei por cada traço teu, por cada partezinha que tu já me deixou conhecer.
     Eu amo seu jeito de falar.
     Amo o modo como olha fundo nos meus olhos tentando manter o contato sem sorrir.
     E amo mais ainda quando não consegue segurar o riso.
     Eu amo teus olhos.
     Amo o modo como coloca o cabelo pro lado.
     Amo teu cabelo.
     Teu cheiro.
     Amo o fato de você confiar em mim, me deixar participar da sua vida e tentar te fazer sorrir.
     Amo muito quando a gente se encontra e eu me perco olhando pra ti, sem perceber, até que tu fica constrangida e vira o rosto dando risada.
     Amo teus beijos e o teu abraço (eu queria morar no seu abraço).
     Amo muitão a forma como você me acalma e como consegue ver o melhor em mim, quando nem eu mesma vejo nada de bom por aqui.
     Amo andar de mãos dadas contigo.
     Enfim, eu amo tua presença, teu jeito meio besta que me encantou totalmente, amo tuas palavras, amo teu mistério de "ser", eu amo você. Por completo, as partes boas. E as ruins também.
Obrigada por me deixar descobrir e fazer parte desse universo que tu é, obrigada por trazer os clichês de volta e ter dado sentido pra todos eles.

~Gabby L.R~

     


     Estou correndo em direção ao abismo. Minhas pernas estão bambas, meu pulmão parece pegar fogo e a garganta se fecha a cada novo passo. Piso em falso e vou de encontro ao chão.
     Não faço ideia de como cheguei tão longe nos limites de mim mesma.
     Aqui tudo é caos. Bagunça. Tudo é escuro. Falta qualquer tipo de vida e tudo o que vejo é uma grande teia com sentimentos emaranhados.
     Eu ainda não aprendi a lidar com minha própria ausência. Eu ainda não aprendi a lidar comigo e nem a ouvir atentamente os sons do meu coração. Tudo que sei fazer é me sufocar e suprimir tudo o que sinto, até que todas s palavras atravessem minha garganta com um grito agudo e cortante feito lâmina.
     Sei que me autossabotar não é a melhor forma de lidar comigo. Sei que não devia suportar e engolir tudo até ficar nesse estado, mas essa é a única forma que sei agir em relação a mim.
     Eu posso ser a melhor pessoa do mundo com outras pessoas, mas quando o assunto sou eu, começo a agir feito um monstro sanguinário.
     Qual é o meu problema? Talvez seja melhor parar de lutar e me jogar nesse abismo de vez.

~Gabby L.R~


     



     Estou cansada de me machucarem e no fim me dizerem que foi por amor. Que tipo de amor é esse? Que machuca, que corta, que rasga e que deixa a alma dilacerada?
 Amar é pra ser recíproco, ser leve... e se não for, que ambas as partes sejam convenientes e sigam seu caminho. Amar é ser livre pra ir embora e mesmo assim escolher ficar sem nenhuma necessidade de amarras

     E eu não tô falando exclusivamente do amor romântico e sim do amor como um todo.

     Apesar de todas as dores eu tenho certeza absoluta que o amor é e vai continuar sendo  nossa salvação e não nossa ruína, mas a gente precisa da essência real e do verdadeiro significado de algo que se tornou quase patético de ser dito hoje, como o "eu te amo".

 O amor não é um jogo. E a gente não devia tratá-lo como tal.

~Gabby L.R~


     


     Eu tô engasgada. Entalada. Não entra ar suficiente no meu corpo. Meus batimentos cardíacos se aceleram a cada minuto e minha cabeça dói como nunca.
     Eu não sei lidar com tanto. Eu estou muito confusa. São tantos pensamentos cruzando a minha cabeça agora e eu não sei o que fazer com tudo isso.
     Culpa, raiva, ressentimento, arrependimento, amor, revolta, alegria, tristeza e uma vontade imensa de descontar tudo em alguma coisa. 
      Em momentos assim eu só me tranco no meu quarto e tento apagar, porque eu sei que a bomba relógio tá prestes a explodir. Tem lava correndo nas minhas veias e sangue nas minhas mãos. Eu escrevi um texto dia desses "explicando" sobre sentir muito, e acho que agora eu tô no meu ápice. 
     Eu sinto que estou em queda livre e não tenho onde segurar. Eu só caio, infinitamente sem controle nenhum.Eu sou meu próprio caos, e não tem ninguém pra me salvar de mim.

~Gabby L.R~



Eu, cafeteira.
Você, liquidificador.
Eu, drama.
Você, humor.
Eu, sintaxe.
Você, desconstrução.
Eu, estrela.
Você, constelação.
Eu, certeza.
Você, ambiguidade.
Eu, orvalho.
Você, tempestade.
Eu, cerca.
Você, muro.
Eu, anacronismo.
Você, futuro.
Eu, vidro.
Você, cortina.
Eu, sossego.
Você, adrenalina.
Eu, lacônico.
Você, demasia.
Eu, sentimento.
Você, sinestesia.
Eu, brisa.
Você, ventania.
Eu, poeta.
Você, poesia.


Autor: Douglas Jefferson
Página do Facebook: Moça, você é mais poesia que mulher







post por: Gabby L.R


     Eu queria dizer não.
     Queria dizer não no momento em que você tocou meu corpo sem minha permissão.
     No momento em que suas mãos deslizaram pelas minhas costas em direção ao meu quadril, me acordando de um leve sono enquanto suas mãos tapavam a minha boca.
     Eu queria dizer não para aquele abraço/prisão que meus pais me obrigaram a te dar, só pelo fato de você ser ''da família''. Aquele conato que roubou meu ar.
     Eu queria gritar NÃO pra todo o sentimento de imundice e impotência que tomou conta de mim, aquele sentimento que me disse que eu estava suja.
     O grito não saiu da minha boca, saiu no choro de minha alma, e de cada abraço e demonstração de afeto que eu neguei a pessoas queridas, pelo medo irracional de que os braços delas se tornassem os seus. Eu me desmontava mais um pouco, pra caber em um mundo que roubou a minha voz.
      Mas o grito veio. Veio na crise de pânico que eu tive as 3 da madrugada, quando não tinha ninguém pra me ajudar. O grito veio na vontade de beijar a garota que eu amo, mas não fazê-lo por medo. O medo de tocar e o de ser tocada. O medo que me impede de abraçá-la quando a vejo. O medo de amar que você colocou em mim.
     Você fez isso comigo. Você fez com que eu tremesse toda vez que via um cara se aproximar de mim, mesmo que esse cara fosse meu melhor amigo. Você me mergulhou em medo, e colocou pra arejar no quintal da casa da minha avó.
     O seu assédio acabou comigo e eu ainda me culpo por não ter gritado "não", mas apenas EU sei como a minha boca secou e como eu perdi todas as palavras do meu vocabulário naquele momento. Apenas EU sei de todas as tentativas de suicídio frustradas. Apenas EU sei quanto carinho eu neguei pros outros e quanto carinho eu me neguei a receber, o tipo de afeto que eu precisava naqueles momentos. Apenas EU sou dona de mim e apenas EU sei de minhas circunstâncias e dores.
     Você me quebrou em mil pedaços, mas eu ainda vou me reconstruir, e quando isso acontecer é melhor que eu não veja nem sua sombra em meu caminho, porque eu farei questão de te destruir. A garotinha "gostosa" tá crescendo e se tornando um mulherão da porra que em breve vai acabar com tua raça. O karma é maravilhoso tio, e tua hora tá chegando. Espero que você queime no fogo do inferno.

~IMP~

    


     Vira e mexe, quando estou sozinha, dou um jeito de surtar e extravasar para não acabar fazendo isso perto de ninguém. Eu choro, desabo, me ergo e me desmonto, feito um castelo de cartas marcadas, ao menor sinal de ventania.

     Por exemplo, eu não sei odiar pouco. Quando estou com ódio eu pego fogo, sinto meu sangue arder nas veias e tenho uma enorme hemorragia interna. Escorre lava em mim.

     Quando amo, amo até doer. E eu não preciso de muita coisa pra amar alguém. Basta um colo, bom papo e um encontro de almas bacana que logo, logo eu estou suspirando pelos cantos. E eu não sei o que fazer com o amor. Ele é frágil como porcelana, mesmo quando há reciprocidade. Se dermos uma escorregada, ou segurarmos de maneira errada, ele se quebra em um milhão de pedacinhos.

     A tristeza também é uma grande incógnita pra mim, apesar de ser um dos meus sentimentos mais recorrentes. Ela me dilacera, rasga o peito e faz um grande rombo na alma. Fico com a garganta inteira tapada pelo choro e o corpo paralisado em pura melancolia. Tudo em mim para de funcionar, e eu não faço nada quanto a isso. Nem tento lutar contra ela. Deito-me em seu colo e choro o dia todo, como se ela fosse uma velha companhia, e de fato é.

     Essa questão, em específico, de não saber lidar comigo mesma e com tudo que se passa dentro de mim, faz com que eu me afaste de diversas pessoas e evite me relacionar com muitas outras.Eu não quero que ninguém se sinta obrigado a lidar com os demônios que eu mesma não aprendi a domar ainda. 

     Eu sou uma corda bamba pairando em cima de um enorme precipício, e eu não quero fazer ninguém perder o equilíbrio e despencar de mim em direção ao nada.

     A melhor maneira de colocar pra fora todas essas coisas sempre foi escrevendo, seja no diário que eu tenho há anos ou no caderno de matemática. A questão toda em volta disso, é que à medida que o tempo passa eu não sei se vou acabar me curando ou me destruindo em meio a todas essas palavras.

     A pior parte de sentir tanto é não saber o que fazer com isso, mas por ora resolvi me transbordar por aqui. Outra vez eu recomeço com meus textos.


~Gabby L.R~


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