Eu sempre gostei de escrever e sempre quis publicar livros. O problema é que eu tenho tanta coisa presa na garganta e tantas palavras na ponta dos dedos que não consigo nunca me decidir por onde começar. Arrisco-me no romance, no mistério, nos textos autobiográficos e nos poemas e no fim das contas não chego a lugar nenhum.

Hoje eu queria escrever sobre a melancolia e sobre como o meu estado inacabado de existência me faz navegar em uma montanha russa de sentimentos que se encontra em chamas. Mas eu realmente não sei como colocar isso no papel (ou no teclado). É inconstante demais.

Hoje acordei com uma sensação estranha de que eu estou prestes a sair desse estado de inércia nas próximas 24 horas. Acordei também com a sensação de inutilidade e insignificância.

Acho que é porque quando eu amo alguém chega a doer. É intenso demais. E mesmo sabendo disso eu ainda não aprendi a lidar com a minha intensidade sozinha e eu sei que não posso depositar ela em ninguém porque não vão saber lidar (afinal nem eu sei).

Mas é ruim estar acompanhado  e se sentir só.  Só com seus pensamentos, emoções, angústias e inseguranças.  É ruim fazer o melhor pra lidar com os sentimentos dos outros e tomar todo o cuidado do mundo pra não quebrar ninguém e depois perceber que essas mesmas pessoas não se preocupam em como as ações delas te afetam.

Dói estar sozinha na montanha russa enquanto no banco da frente tem uma fileira de pessoas se divertindo e vivendo juntas.

Eu gostaria de dizer que os outros me destroem com a falta de cuidado e carinho, mas quem me destrói sou eu mesma por esperar algum tipo de retorno. Eu já deveria ter me acostumado a não criar expectativas.